Espaços inovadores na escola: funcionam?

Sala inovadora mulituso na escola Builders Educação Bilíngue

Por Ana Célia A.M. Campos*

Em matéria de capa recente, a revista Veja São Paulo publicou uma interessante matéria sobre os arrojados projetos arquitetônicos para as escolas. Tratam-se de construções em que privilegiam-se os princípios de sustentabilidade, o uso de espaços livres para as aulas, a convivência entre os alunos e a conectividade. O tema é muito oportuno para uma reflexão sobre os caminhos da educação.

Comecemos pelo perfil dos alunos. A era digital está alterando a maneira como todos nós, especialmente os mais jovens, consumimos conteúdo e adquirimos conhecimento. É inevitável então que os processos pedagógicos se adaptem a fim de despertar o interesse dos estudantes pela escola. À figura do professor que transmite conteúdo, soma-se a do facilitador. Ao caderno de anotações, juntam-se ferramentas tecnológicas que facilitam a pesquisa e permitem a conectividade.

Lado a lado com os recursos tecnológicos estão os espaços onde as aulas, ou melhor, as interações acontecem. Os projetos mais inovadores consideram os impactos que os elementos físicos (design, TI, som, temperatura, qualidade do ar, iluminação, suportes para o corpo) exercem sobre os alunos, professores, colaboradores e também a comunidade onde a escola está inserida. É comprovado que um ambiente agradável afeta a forma como os alunos se envolvem com as atividades e os relacionamentos se desenvolvem.

Dito isso, voltemos à pergunta do título. Os espaços inovadores na escola funcionam? Sim, funcionam muito, são muito mais que tendência e representam a maneira mais moderna e eficiente de ensino.

Na Builders, apostamos na combinação de elementos arquitetônicos inovadores, tecnologia de ponta e proposta pedagógica, que privilegia o desenvolvimento de competências e a capacidade de utilizar os conteúdos de forma ampla, há algum tempo. Por isso, podemos afirmar que as salas inovadoras, com menos carteiras e mais espaço para a convivência dos alunos, criam ambientes de ensino mais informais e interativos. O uso de locais como horta e terraço para as aulas permite levar para a realidade os ensinamentos dos livros, transformando a relação teoria e prática mais viva.

Estamos falando de uma “revolução” na educação. Um processo que se adapta às demandas de um mercado cada vez mais focado em experiências. E aqui falamos da experiência do aluno. Quanto mais reais e interativas elas forem, melhor o aprendizado e mais preparada estará a criança para lidar com a vida.

*Ana Célia A.M. Campos é Diretora Pedagógica das escolas Builders Educação Bilíngue