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Três situações em que é melhor sua criança não ir à escola

  por Dra. Ivani Mancini Na verdade, decidir se uma criança doente deve ir à escola seria muito fácil. Se ficou doente, não vai. Simples assim. Porém, se a cada coriza ou tosse, a criança for ficar em casa, com certeza ela permanecerá mais afastada do que na escola (e as salas de aula vazias). Afinal, com o enorme número de vírus que existem, a chance de se infectar por um deles é bem grande. Sem mencionar que manter a criança em casa implica em pais faltando ao trabalho, mobilização de pessoas para cuidar dessa criança e perda do conteúdo escolar e atividades que podem ser importantes no aprendizado. Então, em que situações seria melhor manter a criança afastada da escola, quando ela está doente? Logicamente, se a criança está prostrada, com aspecto de quem não está bem, situação na qual seria difícil imaginá-la sozinha no meio de outras crianças, é fácil decidir. Porém, como numa boa parte das infecções por vírus, a criança não parece tão mal e fica difícil decidir se vai ou não vai para a escola. Seguem três situações em que é recomendável manter a criança em casa: 1 – Febre. Considera-se febre qualquer temperatura acima de 37,8°C (alguns já consideram acima de 37,5°C) e crianças com febre não devem ir à escola. Se existe febre, existe uma infecção. E uma criança com infecção não deve ir à escola porque, mesmo sendo medicada e baixando a febre, ela está transmitindo a sua doença para as outras crianças. Além disto, durante o período em que ela estará na escola, poderá haver piora dos sintomas e, o... read more

Vantagens do Bilinguismo

Sempre me interessei por línguas e desde adolescente dediquei meu tempo para estudá-las, via escolas de idiomas e mais recentemente por apps, sites e contatos com estrangeiros. Fico fascinada em poder entender o que os outros falam e não gosto quando não consigo interagir com falantes de outros idiomas que não o inglês e espanhol, que eu domino bem. Assim, quando meus filhos nasceram, decidi que eles tinham que ser bilíngues, que não era uma opção. Após ter trabalhado em escolas bilíngues e internacionais por muitos anos, já sabia que não queria deixar isso prá depois:  eu via na prática, com os meus alunos, que é muito mais fácil para crianças aprenderem um idioma do que um adolescente ou adulto, pois com o passar dos anos esse processo fica bem mais sofrido… Enfim, me comunicava com meus filhos em inglês e os matriculei na Builders com 1 ano de idade. Eles rapidamente adquiriram a língua e quando saíram de lá (naquela época não oferecíamos o Ensino Fundamental ) foram para outra escola bilíngue, onde continuaram aprimorando o inglês e até tiveram contato com o alemão. No 7º ano do EF eles foram para uma escola brasileira regular que oferecia aulas de inglês 2 vezes por semana, onde eles quase davam aula para o professor, de tão sabidos que já eram no idioma. Mas eu sabia que tinha espaço para o aprendizado da gramática, de forma sistematizada, afinal eles possuíam fluência total e um amplo vocabulário, mas as estruturas, os nomes dos tempos verbais, isso só se aprende em curso de idiomas mesmo (ainda questiono a necessidade disso, mas enfim…).... read more

Bem-estar

Condição de quem se encontra satisfeito (física ou mentalmente). Estado de pessoa tranquila; condição daquele que está seguro ou confortável; tranquilidade. A Builders inovou o currículo das escolas bilíngues introduzindo aulas de Bem-estar. Baseada nas escolas americanas, que oferecem aulas eletivas em diversas disciplinas, os nossos alunos têm atividades dentro do currículo como parte da carga horária de inglês. Cada professor escolhe uma modalidade que tenha afinidade para trabalhar e estimular as habilidades dos alunos. O ambiente é descontraído, seguro, tranquilo e confortável para os participantes. Os alunos têm demonstrado grande interesse em nossas aulas e a cada troca de oficina, ficam entusiasmados com as novas possibilidades. Enquanto aprendem coisas novas, têm a oportunidade de entrar em contato com professores e alunos de outras turmas e idades diferentes. Essa relação é muito benéfica para o desenvolvimento social deles pela forma como se vêm e agem dentro da comunidade Builders. Quando têm vivências com crianças de outras turmas, acabam conhecendo e se relacionando com a escola inteira, compartilhando seus pensamentos e expressando suas ideias com mais autonomia. Abaixo vocês conferem as modalidades que tem sido um sucesso em 2016: Em Board Games, cada um cria o seu próprio jogo de tabuleiro, peões, dados, cartões, regras, etc. É uma oportunidade para desenvolver a linguagem, o trabalho em grupo, conceitos matemáticos, habilidades motoras, além de muita diversão! Sustainability, por sua vez, aproveita o espaço privilegiado do Solarium para desenvolver valores, conhecimentos e habilidades como: cuidado e respeito com as plantas, com os outros e com nosso espaço, contato direto com a natureza e a compreensão do ciclo dos alimentos, através do uso... read more

Educar – Equilíbrio entre amor e disciplina

   Desde os primórdios da humanidade, a educação das crianças era de responsabilidade da família. Acompanhamos ao longo da história a valorização da criança e a necessidade da criação de um espaço que atendesse as necessidades da sua formação cultural, cognitiva e emocional. Desde então, a escola tem participado, cada vez mais, nesse processo, e compartilhado com as famílias esse tarefa.    A escola é o primeiro lugar de convívio social fora do ambiente familiar e recebe crianças fruto de uma grande diversidade de modos de pensar, regras e valores, que fazem desse espaço um lugar único para o reconhecimento da diversidade em todas as suas formas.    Que bom que isso acontece! A dimensão grupal é básica para o desenvolvimento completo do ser humano; por isso, um dos principais objetivos da educação é a formação de indivíduos aptos a conviver em sociedade. Educar nossas crianças é estimular nelas a capacidade de respeitar os objetos e as pessoas, além de ajudá-las a perceber o quanto essa atitude é benéfica para todos.    O princípio básico da educação, de buscar o equilíbrio entre disciplina e amor, aplica-se em todas as situações do contexto escolar. São inúmeras as oportunidades em que as crianças são escutadas, atendidas e contempladas, pois tudo o que é proposto na escola é pensado para fazê-las felizes. Por outro lado, elas precisam entender que os “nãos” são absolutamente necessários e têm algum motivo importante.    Um “não” ensina sobre limites e autocontrole, e faz com que os alunos entendam que regra é para ser seguida, como se fosse parte de um contrato, no qual todas as partes... read more

Bilinguismo

O bilinguismo sempre levantou dúvidas e diversos debates sobre seus benefícios e malefícios. Acreditava-se que crescer com duas línguas podia ser prejudicial à criança, trazendo-lhe mazelas linguísticas e algum outro comprometimento mental. Mas nos últimos 30 anos pesquisas têm mostrado que o aprendizado de línguas tem um impacto positivo na formação cerebral. Muitos estudiosos defendem que o esforço mental que pessoas bilíngues fazem para usar diferentes línguas é responsável pelo fortalecimento das funções cognitivas e que pode até mesmo proteger o cérebro em idade mais avançada. No entanto, outros rebatem tal afirmação, dizendo que a ciência não é capaz de mostrar resultados eficazes. Mas há um consenso entre eles de que há vantagens no bilinguismo para as funções cognitivas e também para funções culturais e sociais. Segundo Pasi Sahlberg, um dos protagonistas da política educativa que fez das escolas da Finlândia um exemplo internacional, “Quem aprende línguas estrangeiras, terá um cérebro preparado para aprender qualquer outra coisa”. Ele acredita que o sucesso de seu país está ligado à importância do aprendizado de outras línguas, já que essa é uma ferramenta de equidade, de oportunidade de acesso. Baseada na minha experiência como educadora bilíngue por quase 20 anos, mãe de uma criança bilíngue e agora voluntária de uma ONG que vê no ensino de um idioma estrangeiro a possibilidade de equidade e empoderamento, a educação bilíngue pode ser considerada como vantagem para as crianças que aprendem uma segunda língua. Vivo essa realidade diariamente e vejo o desenvolvimento e a aquisição da linguagem acontecerem de forma natural e contextualizada. Quando uma criança ingressa na escola bilíngue com dois anos, por exemplo,... read more

Adaptação

A entrada da criança pequena na escola é um momento muito especial.  Um mundo de possibilidades se abre: novos espaços, novas relações, novos brinquedos, aventuras, histórias e diversas atividades. No entanto, por ser tudo muito novo e desconhecido, será preciso tempo  e tranquilidade para que a criança se sinta bem. Por isso, aqui na Builders trabalhamos da seguinte forma: Nos dois primeiros dias, um dos responsáveis acompanha toda a rotina, durante duas horas. Desta maneira garantimos que a criança se sentirá à vontade para explorar o espaço e ir, aos poucos, conhecendo a nossa equipe e os coleguinhas. Nos três dias seguintes convidamos os pais a se afastar, respeitando o ritmo de cada aluno, mas incentivando-os a se soltarem um pouco mais. Na segunda semana os alunos ficam três horas na escola e os pais se afastam mais ainda, permanecendo no espaço escolar se necessário, mas já não mais junto com os pequenos. O tempo pode variar, pois nosso foco é que a criança fique bem, mas normalmente esse tempo é suficiente para adaptar todos os alunos. Após alguns chorinhos iniciais, que fazem parte do processo, as crianças costumam se adaptar bem e logo estarão adorando a escola. Mas saibam que, para que esse processo transcorra de forma tranquila, a atitude positiva e confiante dos pais é fundamental. Lembrem-se: pais são modelos – se demonstram insegurança, os filhos ficarão inseguros também e tudo será mais difícil. Todo esse processo de adaptação é muito importante, porque na maioria dos casos a vinda para a escola representa uma primeira grande mudança na rotina familiar. A criança passa a ficar mais tempo longe de casa, num espaço... read more

Relações de gênero na escola

As desigualdades de gênero impostas no nosso dia a dia são fruto de uma consciência e paradigma já “pré-estabelecidos” que foram construídos e vem sendo mantidos há tempos. Opressão, perpetuação de estereótipos, violência física e psicológica são apenas alguns exemplos das consequências da falta de preocupação com a abordagem desta temática desde a infância. Entre as idades de 3 e 5 anos, as crianças começam a desenvolver sua identidade de gênero e começam a entender a diferença entre “menino e menina”. Quase imediatamente depois de se tornarem cientes disso, começam a desenvolver “estereótipos”, que se aplicam a si mesmos e aos outros, em uma tentativa de dar sentido e ganhar a compreensão sobre a sua própria identidade. Esses estereótipos são razoavelmente bem desenvolvidos entre os 5 e 7 anos de idade, tornando este um período crítico para lidar com a temática. Quando internalizados, os estereótipos negativos impactam no entendimento que a criança tem do mundo a sua volta; na sua autoestima; e até mesmo em seu desempenho acadêmico. É, portanto, papel do educador desenvolver um senso positivo a respeito das questões de gênero e igualdade, trabalhando ativamente para neutralizar preconceitos e reduzir danos, contribuindo para a construção de uma infância sem violência física, psicológica e autônoma. Por que educar as crianças para a igualdade de gênero? Pensar em estratégias para formar o educador para lidar com tais questões podem contribuir para uma educação voltada ao respeito, liberdade, empatia, menos violenta e opressora. Quando abordados desde cedo, os temas trazem uma elucidação a questões como igualdade de direitos e liberdades, reconhecendo e valorizando meninos e meninas, em suas individualidades. O... read more

Alimentação na escola

A educação alimentar e nutricional é de extrema importância para a saúde, principalmente durante a fase escolar. É nessa fase que a criança passa a formar hábitos e comportamentos alimentares que persistirão no futuro e que poderão determinar ou não uma vida saudável. A alimentação infantil sofre forte influência do padrão familiar, considerada a família como o primeiro núcleo de integração social do ser humano. Assim, a adequação da alimentação nos primeiros anos de vida depende do padrão e da disponibilidade alimentar da família. Mais adiante, a influência da escola, de outros grupos sociais e da publicidade na área de alimentos, se apresenta de forma mais intensa. Alguns hábitos também são moldados posteriormente, tendo como base as preferências individuais, as quais são determinadas geneticamente e pelas experiências positivas e negativas vividas em relação à alimentação. Crianças que por algum motivo não foram suficientemente incentivadas ou não tiveram hábitos saudáveis desde cedo, tendem a substituir refeições por lanches gordurosos ou alimentos industrializados com excesso de açúcar e sódio (guloseimas, biscoitos com alto teor de gorduras e açúcar, refrigerantes, etc.). Além disso, muitas vezes o consumo destes alimentos vem associado a hábitos sedentários, como assistir televisão e jogar videogame por prolongados períodos. Esta junção de fatores pode colaborar para o desenvolvimento de algumas doenças como obesidade, hipertensão arterial, anemia, diabetes, entre outras. É muito comum que as crianças observem o comportamento dos adultos com que convivem e das outras crianças. Por esse motivo é importante que haja incentivo, dentro e fora da escola. É necessário que os pais sejam bons exemplos quando em casa e que os professores, amigos e funcionários... read more

O que é sustentabilidade?

Sustentabilidade é uma palavra que escutamos, vemos e lemos em diversos lugares hoje em dia, mas que se paramos para pensar, é difícil defini-la. Muitos ainda tem a ideia de que sustentabilidade é coleta seletiva, reciclagem, horta e consumo de água. Outros, já conhecem uma de suas definições mais clássicas: “o atendimento das necessidades das gerações atuais, sem comprometer a possibilidade de satisfação das necessidades das gerações futuras”. Isso não está errado. Porém eu, particularmente, gosto de outras duas definições. A primeira é uma relativamente simples, porém muito poderosa, que ouvi do Hélio Mattar, presidente do Akatu: “É o suficiente, para todos, em todos os lugares, sempre”. Cada aposto dessa frase nos dá uma riqueza de conceitos e ideias incrível: igualdade, efeitos e mudanças a longo prazo, simplicidade, justiça, consumo consciente, equilíbrio e por aí vai. Outra definição complementar é a de que a sustentabilidade é o equilíbrio dos seres, de seus relacionamentos e do meio ambiente. Num ambiente sustentável, os seres (humanos ou não), devem viver com saúde e bem-estar. Além disso, a relação entre eles também deve ser harmônica e equilibrada. Imaginemos uma empresa onde existe fofoca, confrontos e mentiras. Será que é um ambiente sustentável de se viver? Por fim, mas não menos importante, é o ambiente em que esses seres vivem. Existem recursos para todos? É um ambiente que consegue se manter ao longo do tempo? Podemos concluir, portanto, que “sustentabilidade” é algo mais complexo e sistêmico do que apenas consumo de energia, proteção a biodiversidade ou combate a poluição. Ela é um VALOR, que pode (e deve) ser considerada e de fato colocada em... read more

Cultura Brasileira na Educação Infantil

      Entre as nações modernas, onde a escrita tem procedência sobre a oralidade, onde o livro constitui o principal veículo da herança cultural, durante muito tempo julgou-se que povos sem escrita eram povos sem cultura. Felizmente, esse conceito começou a mudar após a segunda guerra mundial, graças ao notável trabalho realizado por alguns dos grandes etnólogos do mundo. Ainda bem, já que no Brasil existem tantas comunidades que pensam o mundo, transmitem conhecimentos e se expressam segundo a lógica própria da oralidade.       As crianças, por exemplo, aprendem sobre a cultura que não conhecem conversando e pensando sobre ela. Conhecer os hábitos, costumes e valores de vários povos ajuda as crianças a diferenciar e reconhecer marcas de sua própria cultura e a se familiarizar com o diferente, a conviver com a diversidade, aceitando-a como parte da vida. Essa aprendizagem se generaliza, constituindo-se como uma regra moral que organiza suas relações interpessoais e rege sua vida em sociedade e, nesse sentido, consideramos que a formação pessoal também está relacionada à formação social e cultural.      Conhecer as diferenças entre os povos e suas culturas, respeitá-las e valorizá-las é fundamental na educação infantil. O modo como as diferenças são percebidas pela criança e pelo meio em que vivem têm um grande impacto na formação de sua personalidade e de sua auto-estima, já que sua identidade está em construção. Esse processo pressupõe a diferenciação: é na presença da diversidade que a criança se percebe como uma pessoa diferente do outro, e esse é um importante passo para a formação pessoal dos nossos alunos.          As crianças na escola estudam sobre muitos assuntos... read more